Para o amigo Jardel,
Sem rumo, andei a esmo pelas redondezas até cair a ficha do que realmente tinha acontecido. Minha mãe realmente havia me expulsado de casa, e junto dela a puta da minha irmã. Ah... eu no seu lugar teria a internado no Juliano Moreira, lugar de onde ela nunca deveria ter saído!
E com tudo isso chacoalhando na cabeça, não conseguia elaborar algum raciocínio lógico da inexatidão que tinha se tornado a minha vida. Por ali mesmo fiquei. Dormindo em cima de uma tábua suja de madeira, onde pela manhã os verdureiros lutarão pelo pão de cada dia.
Quando pensei nisso.. veio-me um profundo aperto no coração. Agora estava só no mundo, lutando por (sobre)viver acima de tudo.
Chovia. E dos meus olhos brotavam lágrimas de sangue.
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